quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Cabelos brancos


Estava apenas vivendo e sentindo a brisa passar... 
Foi um dia mágico, um lugar lindo, descoberto apenas porque saímos do trajeto.
Sair do trajeto é como uma "obrigação" quando pegamos uma estrada...
Porque normalmente é assim, a gente desvia da estrada oficial e adentra na vida que habita à volta...
E aí se descobre o inusitado!.... 
Enfim... 
Me recordo da paz do lugar regada ao som das águas do rio e suas quedas.
Se faltava alguém ou alguma coisa? com certeza, sempre falta... 
Mas isto não impede que a alma divague e se energize....
Na foto dá para ver que estou em paz, apesar dos cabelos brancos! :)
Apesar ou melhor, por causa deles mesmo!...
Este branco revela a minha idade ou quem sabe, o meu conhecimento!?...
As histórias que tenho para contar...
Sem essa de exemplo, porque não sou e nem quero ser!
Mas aprendi um bocado ao longo desta minha vida, que julgo completa!
Completa sim, não porque eu tenha tudo ou saiba tudo...
É exatamente o contrário... ainda tenho muito para conquistar e aprender!
E por conta disto, tenho muito para viver!....
Mas a minha vida está completa ainda assim,
porque me sinto em paz e tenho uma consciência tranquila.
Medo? Só de não ser capaz de acompanhar o ritmo dos que me são caros...
Não tenho intenção de proclamar verdades, muito menos de massagear o ego (meu ou alheio).
Não espero nada de ninguém, se ajudo ou não, é por deliberação própria,
por princípios!
Acredito ainda no ser humano, mas desprezo a sua incapacidade de enxergar o óbvio!
Tem gente por aí que acha que tem algo pra dizer e no fundo fala apenas de si....
Falar de si não significa contribuir, acrescentar.... depende do contexto, claro!
Deixo reticências porque o complemento não é responsabilidade minha.
Há tempos deixei de me responsabilizar pela interpretação alheia!
E também não tenho mais paciência para explicar tudo em detalhes!....
Até porque isto não funciona!
A interpretação é individual e como tal de inteira responsabilidade de quem interpreta!
Eu sei o que quero dizer e no fim estes cabelos brancos acabam servindo de alguma coisa! \lol/
Sei apenas poucas coisas, entre elas, que não sou perfeita (longe disto), sei que não posso julgar os outros baseada em minhas próprias idéias, sei que quando grito, perco a razão (não importa em quão certa eu esteja), sei que se não puder atenuar a dor do outro, melhor calar, para não correr o risco de aprofundá-la, sei que as minhas crenças podem não ser reais, mas ainda assim são minhas e devo respeitá-las/segui-las, sei que o desvio na estrada vai me levar a algum lugar (melhor ou pior, sei lá, mas inusitado), sei que o inusitado me aguarda e que se eu for minimamente inteligente, ainda vou mudar de opinião e de caminho muitas vezes... 






quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Rascunhos...

Tem muita coisa que eu escrevo, leio, releio, paro e penso... melhor não!
Enfim, em meus rascunhos há muita história e a chave para esta leitura talvez eu passe (ou não) para os mais chegados. Enfim, cada ser humano é uma fonte única, inequívoca e farta de ideias e pensamentos... tem tanta coisa que eu contesto, mas não declaro! Assim com tem algumas coisas que eu aprecio, mas nem sempre se deve alardear concordância.... 
O fato é que enquanto eu escrevo este texto, mil imagens me vem a mente, mil rascunhos.... Não se pode falar abertamente sobre tudo para não correr o risco de polemizar... Oras, me pergunto (me pergunto sempre, sobre tudo), e daí? polemizar faz parte da convivência humana... quem não aceita e não sabe conviver com as diferentes opiniões não está preparado(a) para conviver, para exercer a cidadania, não contribui, não cresce, não expande... é uma pedra! Menos que uma pedra, pois pedras não tem poder de decisão... não escolhem ser pedras!... Eu não sou uma pedra, eu penso, concordo, discordo, sou divergente, sou mutante.... sim, mutante, porque estou em processo de transformação, sempre!... E à partir do momento que me proponho a escrever em um blog não coloco restrições ideológicas. Mas enfim, sempre haverá um rascunho para trabalhar, aperfeiçoar e publicar depois...
Mas também haverá rascunhos impublicáveis. Nenhum deles pessoais, mas de cunho ideológico. Enfim, rascunhos são ideias ainda em processo de transformação. Assemelham-se a humanidade que é uma projeção de si mesma enquanto se constrói... E desta ideia eu retiro a conclusão de que é bom "ser"rascunho... estar em construção, em fase de aperfeiçoamento e ter a chance de enquanto projeto inacabado, não ser exposto e sujeito à critica.... Mas uma vez texto e apresentado ao público, prepare-se: você será cobrado(a), criticado(a), ignorado(a), enfim julgado(a). Mas nada disto acontece enquanto se tratar de um rascunho! Pois estes tem o álibi de não existir...

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Por uma vida mais simples e relações humanas menos complicadas



- Entenda que a dor do outro não é sua, cada um sente de um jeito diferente, seja solidário(a), respeite, não menospreze;

- Ego, todo mundo tem, precisamos aprender a conviver com os diferentes estágios do "eu". Primeiro compreendendo e moldando a nós mesmos, depois selecionando o que acrescenta ou não ao nosso dia-a dia. A empáfia e a arrogância são ilusões das mentes despreparadas e desprovidas de conhecimento;


- É preciso olhar em volta, reconhecer as flores, os pássaros, as florestas, o verde, o azul, o amarelo, todas as cores... cada pequeno detalhe que compõe a vastidão do Universo;


- Todo dia é uma nova oportunidade de repetir ou refazer ações, de colocar em prática o crescimento pessoal, o aprendizado. Entenda que você vai errar e isto não é o fim da história. Os erros e suas consequências são como o remédio que arde, mas é necessário para a cura do mal;


- Seja prudente, mas não estático(a); 


-Pense antes de falar, mas se suas palavras atingirem alguém de forma negativa (críticas destrutivas/ofensas/expressões da vaidade/incompreensão...), peça desculpas. Reconheça seu mau momento. 


- Perdoe, perdoe, perdoe mil vezes ou mais, quantas forem necessárias, mas entenda que o perdão acontece dentro do coração em primeira estância. Quando você perdoa, a sua alma se torna mais leve, seu sorriso mais natural. O maior beneficiado é você, independente de razão. Agora, perdoar não implica em aceitar o que contraria seus valores. Você pode perdoar (libertar-se) e seguir seu caminho, cujas trilhas quem determina é você!

- Não se detenha diante da incompreensão e construa os alicerces dos seus sonhos. Entenda que, assim como você, todos tem limitações e entendimentos diferenciados;

- Esta não é uma lista de Bem Viver, são apenas algumas considerações sobre como não nos entediarmos e desistir de ser parte integrante da mudança que gostaríamos de ver. Porque é fácil vislumbrar um mundo melhor, isto qualquer um faz! Complicado mesmo é lidar e aceitar as diferenças, mais ainda, fazer das diferenças a base, ou seja, ao invés de diminuir, somar ideias e idealismos, peneirar, retirar o joio do trigo! Isto dá trabalho!

-E para finalizar, falando em trabalho, é isto que move o mundo, em suas diversas vertentes. 

Este texto não tem a pretensão de ser uma "bula", uma "receita de bolo", ao contrário, o que eu espero é despertar reflexões sobre como podemos atingir um nível de maior compreensão com nossos semelhantes. Lembrando que, semelhante no contexto, nada tem a ver com igual. Semelhante aqui tem o sentido de tudo que existe, inclusive os seres inanimados. Sim, e por que não? Conheço pessoas que colecionam pedras ou conchas marinhas... estas pessoas conseguem ver a beleza oculta nestes minerais à ponto de querer tê-los mais perto de si... Em suma, o mundo é movido por energia e esta está contida no animal, no vegetal, no mineral... na mente!... É mais ou menos por aí...

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

"Amadrugando"

Anoitecia e eu pensava...
Enquanto eu pensava, anoitecia...
amadrugava, eu diria, se tivesse certeza
que esta palavra existe...
Mas dizem que na intenção poética,
é possível "inventar" palavras....
E dizem até que palavras inventadas na informalidade,
se aceitas e propagadas, passam a fazer parte do dicionário...
E de repente eu divago... sentido da palavra...
e o texto? e a base? e a motivação da noite insone?
perdidos na madrugada!...
embora latentes
na mente....
Parafraseando Platão, em seu Mito da Caverna,
as sombras podem camuflar a luz...
E a noite tem como dom maior proporcionar a obscuridade...
Mas eu não temo a noite, ao contrário, a absorvo...
Então entre sombras e madrugadas,
eu projeto a claridade!....
De fato, não busco a verdade,
mas o caminho, a estrada, a orientação...
e quiçá alguma certeza...
E enquanto amadrugava,
eu buscava...


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Eu não tenho meios termos...

Felizmente ou infelizmente (ponto à considerar/debater/refletir) eu não consigo definir nenhum conceito como mais ou menos, isso ou aquilo talvez. As coisas são ou não são (ponderações são bem vindas e necessárias). Porém tenho definições próprias e estruturadas sobre aquilo que me proponho a discorrer. Isto não significa que não estou aberta ao bom debate, mas significa que tenho opiniões formadas, valores pré definidos e uma personalidade moldada nas minhas experiências pessoais, embora embasada também no que absorvo do mundo em geral.  Mas paro para pensar toda vez que a ideia do outro abala minhas convicções pessoais. Se mudo de opinião? sim, eu mudo, desde que o argumento seja suficientemente plausível e sustentável. Não tenho nenhuma pretensão de ser "dona da verdade". Aliás, não acredito nisto! Verdades são questionáveis, antes de mais nada (não se pode atribuir veracidade a nada que não possa ser submetido ao questionamento).
Dito isto, passo a reflexão propriamente dita deste texto: outro dia expressei uma opinião no meu Blog Responsabilidade Social sobre uma reportagem que referia-se ao drama vivido por refugiados da Síria e Afeganistão. Ora, sabemos que este é um problema de ordem prioritária e que, na minha opinião, não recebe a devida conotação de urgência pelas autoridades mundiais, seja por questões políticas, econômicas ou de interesses diversos. A mídia (pelo menos a mídia brasileira) também não retrata os fatos com a devida responsabilidade e comprometimento de informar os fatos como eles são. Sim, parece que o jornalismo se detém a estruturar a reportagem, sem esmiuçar as diversas vertentes e principalmente os fatos históricos por trás de cada questão. Fica mais ou menos assim: "grupo extremista causa tragédia com bomba em um centro movimentado". Ok, mas o que causou a formação deste grupo? qual a história por trás do ódio e da violência? o que poderia ter sido feito para coibir/evitar tal atrocidade? a quem interessa a não exposição de tais fatos? Posso me deter aqui em inúmeras perguntas deste tipo, mas não sou jornalista, não faço parte da mídia, sou apenas um ser pensante.... por que estas perguntas não são sequer cogitadas? por que não saímos da mesmice? e pior, por quanto tempo mais seguiremos assistindo ou sendo parte desta catastrófica situação, onde pessoas inocentes perdem seus direitos e vidas? mas a mídia vai falar, sim, vai falar do que não faz diferença: a cor, a idade, a religião, a opção sexual, o nível econômico e sabe-se lá mais o que  poderia "classificar" as vítimas.... E a opinião pública (pobre em sua maioria, porque não se dá ao trabalho de pesquisar, de investigar outras fontes) fomenta toda esta desinformação. Desinformação esta que é passada e repassada, hoje em dia, de forma muito rápida nas redes sociais. Para piorar um pouco mais o quadro, pessoas começam a discutir o "sexo das pedras": questões como a "sua opinião difere da minha, então está errada", portanto o desrespeito toma à frente, minando os fatos. A notícia acaba perdendo a sua importância frente à questões menores, irrelevantes mesmo. Finalizando a questão dos refugiados em reportagem citada acima, quem adere a causa e providencia socorro é gente solidária. Nada mais que isto. Ponto final!
O problema não termina aí, vemos as tragédias ocorridas recentemente em Paris e no estado brasileiro de Minas Gerais. Me causa frustração toda essa polêmica nas redes sociais, onde as pessoas passam a atacar uma simples alteração na foto do perfil (alteração esta que significa apenas demonstração de solidariedade). Meu Deus, que mundo é este? Então temos que escolher com qual desgraça devemos nos solidarizar? Qual tragédia merece nosso interesse e auxílio? a dor de um é maior que a do outro, apenas em função da nacionalidade? uma mãe que perde seu filho sofre diferente, de acordo com a opinião pública? Opinião esta, que repito, nem sempre tem o devido embasamento dos fatos, só para ilustrar! Acordemos, pois! Dor é dor, tragédia é tragédia e solidariedade não tem fronteiras, não escolhe um alvo especifico, apenas se demonstra e se expande conforme a compreensão de cada um. E por favor, a compreensão dos fatos não deve limitar-se a esta mídia inconsistente que temos, vamos lá. pesquisar, investigar, formar uma opinião própria baseada em fatos, não em achismos banais. Tem muita coisa por trás da notícia exposta e algumas destas coisas são justamente repassadas com a intenção de camuflar a verdade. É mais ou menos por aí...

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Velhos conceitos

Eu ando sentindo uma vontade "danada" de recuperar a velha forma, reascender meu espírito polêmico com ânsias de reformular o mundo!.... Mas isto gera um tremendo stress, porque aí é preciso lidar com a empáfia de tantos... tantos, que não almejam mudar nada, mas apenas sobressair... aparecer mesmo, enaltecer o próprio ego e por aí vai... Já vai dando um certo nó na garganta só de escrever estas linhas, rsrsrsrs... prova disto é o que se curte e compartilha em redes sociais... fico me perguntando aqui qual o verdadeiro sentido da popularidade... o que é popular? tenho a resposta pronta: popular é o que agrada a maioria, independente do conteúdo. E o que agrada a maioria? Ah, aí vou me meter em encrenca, melhor deixar no vazio, cada um responde por si!... Eu sei o que me agrada ou não! Sobre isto posso argumentar e defender, se for o caso. Sempre disposta, é claro, à ouvir e pensar sobre o que é controverso. Se julgar correto, mudo de ideia, sem problema algum, pois Graças à Deus, sou mutante, estou aqui para adquirir conhecimento, desenvolver novas habilidades e crescer...  Me agrada a filosofia (arte de pensar), me agradam as ideias construtivas (aquelas que tem o poder de plantar sementes do bem), me agradam opiniões formadas e com objetivos claros, transparentes e direcionados para a construção de uma sociedade melhor, me agrada a construção de uma sociedade com leis justas, corretivas, transparentes e imparciais, me agrada a boa leitura e a boa música, a poesia... mas calma lá, que não é possível citar tudo sem me tornar enfadonha... Me desagrada a degradação de valores humanos, a insistência de alguns, em me "seguir" nas redes, apesar de não compartilhar a mais básica das minhas ideias, me desagrada a ineficiência do sistema de atendimento à população, a política brasileira atual e por aí vai de novo... Mas cheguei a uma conclusão: não careço de popularidade, mas de fidelidade aos meus ideais. Fidelidade esta,  de mim para comigo mesma. Sim, careço da minha própria credibilidade, não que não a tenha, ao contrário! Sou minha fã número 1, sem nenhuma pretensão de aparecer ou me julgar melhor que ninguém. Quero dizer apenas que acredito em mim e acredito também que perco muito tempo sendo complacente com as coisas que desaprovo! Sou minha fã porque não compactuo com nada que se desvie das minhas crenças, dos meus valores, da posição que desejo alcançar no mundo existencial. Enfim... este é um caminho solitário com foco em derrubar barreiras e destronar reinados (do mal)... Não sei, mas sei que é preciso muito mais que coragem para enfrentar os erros deste mundo... portanto chega o momento em que a minha complacência cede lugar à minha razão. E esta é permeada por meus princípios, ou seja: está certo, vamos enaltecer; está errado, vamos corrigir! E que Deus nos oriente! 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Recesso...

São pequenos os sentimentos,
perante a imensidão do universo...
talvez, por isto, este recesso,
esta indolência, este desdito...
Seria eterna tua alma, tanto quanto o meu amor;
seria vasta tua calma, tanto quanto o meu olhar!...
Não olhar de ver... mas olhar de sentir...
aquele que pressente tua presença,
mesmo quando não estás aqui...
Porém o tempo não é constante...
Vira eternidade um instante
e o mundo gira!...
Na dança de cada compasso,
hoje, o que faço,
amanhã, desfaço
e nem sempre refaço,
pois sou mutante...
portanto não te guies pela minha estrela,
pois que esta não brilha sempre no mesmo espaço...

(Beth)