sexta-feira, 17 de setembro de 2021

 

Avisto o céu e o mar buscando profundidade... Encontro a beleza rara de uma tarde entre nuvens... Ao longe, um horizonte disperso... e tantas histórias acontecendo nesta paisagem, sem que eu consiga vislumbrar nada além de fazer parte de tudo isto!...

terça-feira, 7 de julho de 2020

Caminhos...



Existe um caminho entre tantos e entre tantos caminhos, preciso escolher um por vez.... Eu escolho aquele onde posso vislumbrar a minha alma! E a minha alma divaga entre o belo, o frio e o aconchego de paisagens que encantam apenas pelo simples fato de existir....

sábado, 9 de março de 2019

ATUALIZANDO O BLOG


      Então, faz tempo que não escrevo nada por aqui.... Motivo: trabalho, faculdade, família, viagens, entre tantos outros envolvimentos que a vida nos traz... Mas continuo viva e atuante :)
Somente o foco variando, como tem que ser! Porque estou viva e vida é movimento. Texto pequeno somente para atualizar. Pretendo em breve postar novidades! 
     Ah sim, mudei bastante, emagreci, fiz luzes no cabelo (detalhes irrelevantes), aprendi um bocado de coisas, tomei uns tombos, levantei, fiquei mais forte (isto sim, relevante)! Não uso salto alto, mas se usasse, diria que estou em cima do salto dos meus 55 anos de idade, plena, feliz, cada vez mais comprometida comigo mesma e meus valores. Muitos sonhos realizados, mas alguns ainda em andamento. Não desisto, porque sou rocha, "madeira de dar em doido" como dizia meu velho, querido e saudoso pai :)
      Por hora é só. No momento tenho 7 seguidores, agradeço a paciência e permanência. Não prometo, mas pretendo trazer assuntos relevantes qualquer hora desta 🙏
      





quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Cabelos brancos


Estava apenas vivendo e sentindo a brisa passar... 
Foi um dia mágico, um lugar lindo, descoberto apenas porque saímos do trajeto.
Sair do trajeto é como uma "obrigação" quando pegamos uma estrada...
Porque normalmente é assim, a gente desvia da estrada oficial e adentra na vida que habita à volta...
E aí se descobre o inusitado!.... 
Enfim... 
Me recordo da paz do lugar regada ao som das águas do rio e suas quedas.
Se faltava alguém ou alguma coisa? com certeza, sempre falta... 
Mas isto não impede que a alma divague e se energize....
Na foto dá para ver que estou em paz, apesar dos cabelos brancos! :)
Apesar ou melhor, por causa deles mesmo!...
Este branco revela a minha idade ou quem sabe, o meu conhecimento!?...
As histórias que tenho para contar...
Sem essa de exemplo, porque não sou e nem quero ser!
Mas aprendi um bocado ao longo desta minha vida, que julgo completa!
Completa sim, não porque eu tenha tudo ou saiba tudo...
É exatamente o contrário... ainda tenho muito para conquistar e aprender!
E por conta disto, tenho muito para viver!....
Mas a minha vida está completa ainda assim,
porque me sinto em paz e tenho uma consciência tranquila.
Medo? Só de não ser capaz de acompanhar o ritmo dos que me são caros...
Não tenho intenção de proclamar verdades, muito menos de massagear o ego (meu ou alheio).
Não espero nada de ninguém, se ajudo ou não, é por deliberação própria,
por princípios!
Acredito ainda no ser humano, mas desprezo a sua incapacidade de enxergar o óbvio!
Tem gente por aí que acha que tem algo pra dizer e no fundo fala apenas de si....
Falar de si não significa contribuir, acrescentar.... depende do contexto, claro!
Deixo reticências porque o complemento não é responsabilidade minha.
Há tempos deixei de me responsabilizar pela interpretação alheia!
E também não tenho mais paciência para explicar tudo em detalhes!....
Até porque isto não funciona!
A interpretação é individual e como tal de inteira responsabilidade de quem interpreta!
Eu sei o que quero dizer e no fim estes cabelos brancos acabam servindo de alguma coisa! \lol/
Sei apenas poucas coisas, entre elas, que não sou perfeita (longe disto), sei que não posso julgar os outros baseada em minhas próprias idéias, sei que quando grito, perco a razão (não importa em quão certa eu esteja), sei que se não puder atenuar a dor do outro, melhor calar, para não correr o risco de aprofundá-la, sei que as minhas crenças podem não ser reais, mas ainda assim são minhas e devo respeitá-las/segui-las, sei que o desvio na estrada vai me levar a algum lugar (melhor ou pior, sei lá, mas inusitado), sei que o inusitado me aguarda e que se eu for minimamente inteligente, ainda vou mudar de opinião e de caminho muitas vezes... 






quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Rascunhos...

Tem muita coisa que eu escrevo, leio, releio, paro e penso... melhor não!
Enfim, em meus rascunhos há muita história e a chave para esta leitura talvez eu passe (ou não) para os mais chegados. Enfim, cada ser humano é uma fonte única, inequívoca e farta de ideias e pensamentos... tem tanta coisa que eu contesto, mas não declaro! Assim com tem algumas coisas que eu aprecio, mas nem sempre se deve alardear concordância.... 
O fato é que enquanto eu escrevo este texto, mil imagens me vem a mente, mil rascunhos.... Não se pode falar abertamente sobre tudo para não correr o risco de polemizar... Oras, me pergunto (me pergunto sempre, sobre tudo), e daí? polemizar faz parte da convivência humana... quem não aceita e não sabe conviver com as diferentes opiniões não está preparado(a) para conviver, para exercer a cidadania, não contribui, não cresce, não expande... é uma pedra! Menos que uma pedra, pois pedras não tem poder de decisão... não escolhem ser pedras!... Eu não sou uma pedra, eu penso, concordo, discordo, sou divergente, sou mutante.... sim, mutante, porque estou em processo de transformação, sempre!... E à partir do momento que me proponho a escrever em um blog não coloco restrições ideológicas. Mas enfim, sempre haverá um rascunho para trabalhar, aperfeiçoar e publicar depois...
Mas também haverá rascunhos impublicáveis. Nenhum deles pessoais, mas de cunho ideológico. Enfim, rascunhos são ideias ainda em processo de transformação. Assemelham-se a humanidade que é uma projeção de si mesma enquanto se constrói... E desta ideia eu retiro a conclusão de que é bom "ser"rascunho... estar em construção, em fase de aperfeiçoamento e ter a chance de enquanto projeto inacabado, não ser exposto e sujeito à critica.... Mas uma vez texto e apresentado ao público, prepare-se: você será cobrado(a), criticado(a), ignorado(a), enfim julgado(a). Mas nada disto acontece enquanto se tratar de um rascunho! Pois estes tem o álibi de não existir...

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Por uma vida mais simples e relações humanas menos complicadas



- Entenda que a dor do outro não é sua, cada um sente de um jeito diferente, seja solidário(a), respeite, não menospreze;

- Ego, todo mundo tem, precisamos aprender a conviver com os diferentes estágios do "eu". Primeiro compreendendo e moldando a nós mesmos, depois selecionando o que acrescenta ou não ao nosso dia-a dia. A empáfia e a arrogância são ilusões das mentes despreparadas e desprovidas de conhecimento;


- É preciso olhar em volta, reconhecer as flores, os pássaros, as florestas, o verde, o azul, o amarelo, todas as cores... cada pequeno detalhe que compõe a vastidão do Universo;


- Todo dia é uma nova oportunidade de repetir ou refazer ações, de colocar em prática o crescimento pessoal, o aprendizado. Entenda que você vai errar e isto não é o fim da história. Os erros e suas consequências são como o remédio que arde, mas é necessário para a cura do mal;


- Seja prudente, mas não estático(a); 


-Pense antes de falar, mas se suas palavras atingirem alguém de forma negativa (críticas destrutivas/ofensas/expressões da vaidade/incompreensão...), peça desculpas. Reconheça seu mau momento. 


- Perdoe, perdoe, perdoe mil vezes ou mais, quantas forem necessárias, mas entenda que o perdão acontece dentro do coração em primeira estância. Quando você perdoa, a sua alma se torna mais leve, seu sorriso mais natural. O maior beneficiado é você, independente de razão. Agora, perdoar não implica em aceitar o que contraria seus valores. Você pode perdoar (libertar-se) e seguir seu caminho, cujas trilhas quem determina é você!

- Não se detenha diante da incompreensão e construa os alicerces dos seus sonhos. Entenda que, assim como você, todos tem limitações e entendimentos diferenciados;

- Esta não é uma lista de Bem Viver, são apenas algumas considerações sobre como não nos entediarmos e desistir de ser parte integrante da mudança que gostaríamos de ver. Porque é fácil vislumbrar um mundo melhor, isto qualquer um faz! Complicado mesmo é lidar e aceitar as diferenças, mais ainda, fazer das diferenças a base, ou seja, ao invés de diminuir, somar ideias e idealismos, peneirar, retirar o joio do trigo! Isto dá trabalho!

-E para finalizar, falando em trabalho, é isto que move o mundo, em suas diversas vertentes. 

Este texto não tem a pretensão de ser uma "bula", uma "receita de bolo", ao contrário, o que eu espero é despertar reflexões sobre como podemos atingir um nível de maior compreensão com nossos semelhantes. Lembrando que, semelhante no contexto, nada tem a ver com igual. Semelhante aqui tem o sentido de tudo que existe, inclusive os seres inanimados. Sim, e por que não? Conheço pessoas que colecionam pedras ou conchas marinhas... estas pessoas conseguem ver a beleza oculta nestes minerais à ponto de querer tê-los mais perto de si... Em suma, o mundo é movido por energia e esta está contida no animal, no vegetal, no mineral... na mente!... É mais ou menos por aí...

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

"Amadrugando"

Anoitecia e eu pensava...
Enquanto eu pensava, anoitecia...
amadrugava, eu diria, se tivesse certeza
que esta palavra existe...
Mas dizem que na intenção poética,
é possível "inventar" palavras....
E dizem até que palavras inventadas na informalidade,
se aceitas e propagadas, passam a fazer parte do dicionário...
E de repente eu divago... sentido da palavra...
e o texto? e a base? e a motivação da noite insone?
perdidos na madrugada!...
embora latentes
na mente....
Parafraseando Platão, em seu Mito da Caverna,
as sombras podem camuflar a luz...
E a noite tem como dom maior proporcionar a obscuridade...
Mas eu não temo a noite, ao contrário, a absorvo...
Então entre sombras e madrugadas,
eu projeto a claridade!....
De fato, não busco a verdade,
mas o caminho, a estrada, a orientação...
e quiçá alguma certeza...
E enquanto amadrugava,
eu buscava...


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Eu não tenho meios termos...

Felizmente ou infelizmente (ponto à considerar/debater/refletir) eu não consigo definir nenhum conceito como mais ou menos, isso ou aquilo talvez. As coisas são ou não são (ponderações são bem vindas e necessárias). Porém tenho definições próprias e estruturadas sobre aquilo que me proponho a discorrer. Isto não significa que não estou aberta ao bom debate, mas significa que tenho opiniões formadas, valores pré definidos e uma personalidade moldada nas minhas experiências pessoais, embora embasada também no que absorvo do mundo em geral.  Mas paro para pensar toda vez que a ideia do outro abala minhas convicções pessoais. Se mudo de opinião? sim, eu mudo, desde que o argumento seja suficientemente plausível e sustentável. Não tenho nenhuma pretensão de ser "dona da verdade". Aliás, não acredito nisto! Verdades são questionáveis, antes de mais nada (não se pode atribuir veracidade a nada que não possa ser submetido ao questionamento).
Dito isto, passo a reflexão propriamente dita deste texto: outro dia expressei uma opinião no meu Blog Responsabilidade Social sobre uma reportagem que referia-se ao drama vivido por refugiados da Síria e Afeganistão. Ora, sabemos que este é um problema de ordem prioritária e que, na minha opinião, não recebe a devida conotação de urgência pelas autoridades mundiais, seja por questões políticas, econômicas ou de interesses diversos. A mídia (pelo menos a mídia brasileira) também não retrata os fatos com a devida responsabilidade e comprometimento de informar os fatos como eles são. Sim, parece que o jornalismo se detém a estruturar a reportagem, sem esmiuçar as diversas vertentes e principalmente os fatos históricos por trás de cada questão. Fica mais ou menos assim: "grupo extremista causa tragédia com bomba em um centro movimentado". Ok, mas o que causou a formação deste grupo? qual a história por trás do ódio e da violência? o que poderia ter sido feito para coibir/evitar tal atrocidade? a quem interessa a não exposição de tais fatos? Posso me deter aqui em inúmeras perguntas deste tipo, mas não sou jornalista, não faço parte da mídia, sou apenas um ser pensante.... por que estas perguntas não são sequer cogitadas? por que não saímos da mesmice? e pior, por quanto tempo mais seguiremos assistindo ou sendo parte desta catastrófica situação, onde pessoas inocentes perdem seus direitos e vidas? mas a mídia vai falar, sim, vai falar do que não faz diferença: a cor, a idade, a religião, a opção sexual, o nível econômico e sabe-se lá mais o que  poderia "classificar" as vítimas.... E a opinião pública (pobre em sua maioria, porque não se dá ao trabalho de pesquisar, de investigar outras fontes) fomenta toda esta desinformação. Desinformação esta que é passada e repassada, hoje em dia, de forma muito rápida nas redes sociais. Para piorar um pouco mais o quadro, pessoas começam a discutir o "sexo das pedras": questões como a "sua opinião difere da minha, então está errada", portanto o desrespeito toma à frente, minando os fatos. A notícia acaba perdendo a sua importância frente à questões menores, irrelevantes mesmo. Finalizando a questão dos refugiados em reportagem citada acima, quem adere a causa e providencia socorro é gente solidária. Nada mais que isto. Ponto final!
O problema não termina aí, vemos as tragédias ocorridas recentemente em Paris e no estado brasileiro de Minas Gerais. Me causa frustração toda essa polêmica nas redes sociais, onde as pessoas passam a atacar uma simples alteração na foto do perfil (alteração esta que significa apenas demonstração de solidariedade). Meu Deus, que mundo é este? Então temos que escolher com qual desgraça devemos nos solidarizar? Qual tragédia merece nosso interesse e auxílio? a dor de um é maior que a do outro, apenas em função da nacionalidade? uma mãe que perde seu filho sofre diferente, de acordo com a opinião pública? Opinião esta, que repito, nem sempre tem o devido embasamento dos fatos, só para ilustrar! Acordemos, pois! Dor é dor, tragédia é tragédia e solidariedade não tem fronteiras, não escolhe um alvo especifico, apenas se demonstra e se expande conforme a compreensão de cada um. E por favor, a compreensão dos fatos não deve limitar-se a esta mídia inconsistente que temos, vamos lá. pesquisar, investigar, formar uma opinião própria baseada em fatos, não em achismos banais. Tem muita coisa por trás da notícia exposta e algumas destas coisas são justamente repassadas com a intenção de camuflar a verdade. É mais ou menos por aí...

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Velhos conceitos

Eu ando sentindo uma vontade "danada" de recuperar a velha forma, reascender meu espírito polêmico com ânsias de reformular o mundo!.... Mas isto gera um tremendo stress, porque aí é preciso lidar com a empáfia de tantos... tantos, que não almejam mudar nada, mas apenas sobressair... aparecer mesmo, enaltecer o próprio ego e por aí vai... Já vai dando um certo nó na garganta só de escrever estas linhas, rsrsrsrs... prova disto é o que se curte e compartilha em redes sociais... fico me perguntando aqui qual o verdadeiro sentido da popularidade... o que é popular? tenho a resposta pronta: popular é o que agrada a maioria, independente do conteúdo. E o que agrada a maioria? Ah, aí vou me meter em encrenca, melhor deixar no vazio, cada um responde por si!... Eu sei o que me agrada ou não! Sobre isto posso argumentar e defender, se for o caso. Sempre disposta, é claro, à ouvir e pensar sobre o que é controverso. Se julgar correto, mudo de ideia, sem problema algum, pois Graças à Deus, sou mutante, estou aqui para adquirir conhecimento, desenvolver novas habilidades e crescer...  Me agrada a filosofia (arte de pensar), me agradam as ideias construtivas (aquelas que tem o poder de plantar sementes do bem), me agradam opiniões formadas e com objetivos claros, transparentes e direcionados para a construção de uma sociedade melhor, me agrada a construção de uma sociedade com leis justas, corretivas, transparentes e imparciais, me agrada a boa leitura e a boa música, a poesia... mas calma lá, que não é possível citar tudo sem me tornar enfadonha... Me desagrada a degradação de valores humanos, a insistência de alguns, em me "seguir" nas redes, apesar de não compartilhar a mais básica das minhas ideias, me desagrada a ineficiência do sistema de atendimento à população, a política brasileira atual e por aí vai de novo... Mas cheguei a uma conclusão: não careço de popularidade, mas de fidelidade aos meus ideais. Fidelidade esta,  de mim para comigo mesma. Sim, careço da minha própria credibilidade, não que não a tenha, ao contrário! Sou minha fã número 1, sem nenhuma pretensão de aparecer ou me julgar melhor que ninguém. Quero dizer apenas que acredito em mim e acredito também que perco muito tempo sendo complacente com as coisas que desaprovo! Sou minha fã porque não compactuo com nada que se desvie das minhas crenças, dos meus valores, da posição que desejo alcançar no mundo existencial. Enfim... este é um caminho solitário com foco em derrubar barreiras e destronar reinados (do mal)... Não sei, mas sei que é preciso muito mais que coragem para enfrentar os erros deste mundo... portanto chega o momento em que a minha complacência cede lugar à minha razão. E esta é permeada por meus princípios, ou seja: está certo, vamos enaltecer; está errado, vamos corrigir! E que Deus nos oriente! 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Recesso...

São pequenos os sentimentos,
perante a imensidão do universo...
talvez, por isto, este recesso,
esta indolência, este desdito...
Seria eterna tua alma, tanto quanto o meu amor;
seria vasta tua calma, tanto quanto o meu olhar!...
Não olhar de ver... mas olhar de sentir...
aquele que pressente tua presença,
mesmo quando não estás aqui...
Porém o tempo não é constante...
Vira eternidade um instante
e o mundo gira!...
Na dança de cada compasso,
hoje, o que faço,
amanhã, desfaço
e nem sempre refaço,
pois sou mutante...
portanto não te guies pela minha estrela,
pois que esta não brilha sempre no mesmo espaço...

(Beth)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

1963 à 2015...



E o tempo foi passando, confesso que na maioria das vezes eu nem percebi... :)
Mas fui realizando e acumulando sonhos... sim, porque nem tudo conclui... ainda!...
Não sou o tipo de pessoa que se preocupa com a velhice, apenas temo a deterioração da minha capacidade de agir e pensar... sim, isto me assusta, por vezes! Mas não gasto muitas horas pensando nisto; aprendi que me antecipar os fatos, quando não terei controle sobre os mesmos, não me agrega nada ao estado presente.
Em breve reflexão destes 51 anos idos, o primeiro sentimento que me invade é a gratidão. Sou grata pela oportunidade a mim concedida de experimentar este mundo tão repleto de aprendizado e contemplado com uma natureza infinitamente bela... O segundo sentimento é de perplexidade por todas as mudanças/evoluções (em todos os campos humanos) que presenciei/acompanhei... o terceiro sentimento é de amor pela minha família e amigos de jornada que me aturaram em tantos momentos nem tão ponderados, rsrsrsrs.... que me apoiaram em meus projetos e ideais, que partilharam da minha tristeza e alegria e enfim fazem parte do que de mais precioso eu construí: os laços da alma! Alguns destes amigos e familiares já não fazem parte da minha rotina, mas eu os trago guardados e lembrados dentro do coração, com certeza. Cada um com sua parcela de contribuição para que eu me tornasse ou tentasse me tornar uma pessoa melhor. Outros sentimentos se revelam, mas seria extenso tentar falar de cada um deles, portanto apenas vou deixá-los fluir.... E neste fluir concluo que existe muita coisa por fazer e que de tudo que sei, nada foi ou será definitivo. O que almejo hoje é bem diferente do que almejei em minha juventude, mas se me perguntarem qual a melhor época da minha vida, sem pestanejar eu respondo que é agora. O passado é fonte de boas lembranças sim em um saldo super positivo, mas ficamos por aí. Hoje eu me sinto mais serena (não confundir serenidade com complacência, descaso e acomodação), se meu corpo sente algumas limitações, a minha mente está à todo vapor e pretendo ser parte das mudanças sociais que tanto almejo, independente de experimentá-las, porque entendo que ainda se passarão mais décadas do que me será concedido, para que a humanidade atinja um grau maior na escala evolutiva. Mas vai acontecer, porque é ordem natural, nada se perde, tudo se transforma e a transformação se faz em prol da adaptação à novas prioridades e/ou construção de algo melhor. Minhas crenças, meus valores, minha dignidade e convicções são meus tesouros e a minha certeza de que tudo valeu e vai valer a pena. Portanto, vestindo aqui uma nova aparência bem assumida dos meus 52 anos e pedindo ao Bom Deus que me conceda sempre a Sua Luz, Orientação, Proteção e que me permita viver até o ponto em que possa ser útil de alguma forma, não mais que isso! :) 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Porquê Camuflar as Nossas Convicções?


"Desde que nos propomos emitir uma verdade de acordo com as nossas convicções damos logo a impressão de fazer retórica. Que espécie de prestidigitação vem a ser essa? Como é que nos nossos dias não poucas verdades, proferidas que sejam, por vezes, mesmo em tom patético, imediatamente ganham aspectos retóricos? Porquê é que na nossa época cada vez há mais necessidade, quando pretendemos dizer a verdade, de recorrer ao humor, à ironia, à sátira? Porquê adoçar a verdade como se se tratasse de uma pílula amarga? Porquê envolver as nossas convicções num misto de altiva indiferença, digamos, de desprezo para com o público? Numa palavra, porquê certo ar de pícara condescendência? Em nossa opinião, o homem de bem não tem de envergonhar-se das suas convicções, ainda mesmo que estas transpareçam sob a forma retórica, sobretudo se está certo delas". 
(Fiódor Dostoiévski, in "Diário de um Escritor")

Para mim Dostoiévski é um ícone da literatura. Sua capacidade vai muito além da criação de um enredo, ele realmente consegue nos invadir a alma e nos colocar no tempo da sua história, não apenas como leitor, mas como personagem. Isto porque domina a arte de descrever as emoções humanas e talvez até transcendê-las, por vezes.
Diário de um Escritor data de 1873 e não me parece nem um pouco desconforme com a nossa realidade humana atual. Ao contrário, vivemos um tempo onde convicções estão em baixa em uma inversão de valores assustadora. Vejo por aí, pelas ruas e redes sociais o quanto muitos se tornaram limitados e enfadonhos em defender aquilo que na verdade não faz sentindo, não agrega, pior, realça e estimula a decadência desta humanidade já tão desprovida de ideais e méritos!
Pensemos, quantos de nós nos vemos vítimas de regras sociais que promovem egos e inibem a inteligência!?... Não vamos muito longe, abordemos a questão do preconceito.... o que de fato é preconceito? o que difere um ataque à uma escolha ou condição pessoal de uma opinião formada? Não seria também preconceituosa a atitude de grupos que tentam impôr sua forma de viver e compreender o mundo!? Onde começa e onde termina o direito de pensar e expressar nossas convicções? Pessoas que assumem uma posição, que realmente acreditam no que são e no que tem a dar como contribuição à sociedade, não saem por aí fazendo alarde de si mesmas. Expressam ideias e atitudes. O fundamento do que defendem é transparente através do exemplo cotidiano. Sim, exemplo cotidiano! O mundo mudou (diferente de dizer que evoluiu dentro do contexto abordado). Hoje convivemos com as diversas "tribos" (evolução aqui?), tantas novas tendências, descobertas tecnológicas e científicas e por aí vai.... mas estamos longe de aprender a conviver de forma à respeitar e contribuir, de fato, com uma condição humana essencial. Somos diferentes, Graças à Deus e na diferença está a solução de nossos problemas :)
O igual é igual, ponto. O diferente nos faz pensar, rever nossas conclusões; isto se assumimos, no minimo, uma postura desprovida de "donos" da verdade, até porque ninguém é! A verdade incontestável de hoje pode virar um mito amanhã e assim vai. O que não muda, não pode mudar, são nossos valores morais que permeiam e moldam a dignidade. E o mundo precisa muito rever isto, não é mesmo? Portanto Fiódor Dostoiévski nos convida novamente à uma imersão dentro de nós mesmos e nos aponta que convicções são essenciais e é um direito inalienável e pessoal. Não tem sentido vivermos capturados pela dita "modernidade" que a mídia faz questão de propagar, sem de fato comprometer-se de forma neutra, investigativa, preocupando-se em informar. Porque, infelizmente, a nossa mídia é deficiente demais, valoriza quantidade e não qualidade, em outras palavras, "tem que dar ibope"! Ibope pra quem ou para que? E assim nos vemos cada vez mais pressionados e movidos por interesses que nem são nossos, mas passam a ser... Vejo tantas causas inúteis defendidas por aí e o essencial perdido e relegado à poucas discussões não divulgadas, não aplaudidas, não proclamadas e pior... ignoradas, até por aqueles que de fato poderiam ajudar à construir um mundo melhor. E um mundo melhor jamais será construído sobre os escombros da queda de valores morais, de respeito e dignidade humanos! Portanto afirmo que sim, procuro respeitar a diversidade, mas mantenho minhas convicções pessoais, sem nenhum desejo de impô-las, assim como não aceito nenhum tipo de imposição, seja de que tipo for. Uma última reflexão para este texto, cabe aqui colocar uma frase que ouvi outro dia:"Só acho que as coisas, como são hoje, funcionam sim, mas do mesmo jeito que um câncer funciona muito bem. E vão de vento em popa."
Pensemos...

Em tempo: a última frase em grifo eu retirei de uma postagem feita na página Pausa do Café, criada pelo professor Gelson Benatti no Facebook. Super recomendo, segue link:
 https://www.facebook.com/groups/pausadocafe/?fref=ts

terça-feira, 13 de outubro de 2015



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Revelações da Natureza



Detalhes da Natureza...

Você é capaz de percebê-los... assim, tão pequenos em sua grandiosidade?...
Um simples olhar mais atento e tudo que está à nossa volta pode assumir uma nova conotação, um novo significado... como percebemos o universo vibrante ao nosso redor? Será que percebemos!?...
Gosto de acordar e antes de iniciar qualquer tarefa, passear no meu quintal, que chamo de meu pequeno mundo. Há tantas coisas para ver e tudo muda o tempo todo... um novo cogumelo que surge após dias de chuva, uma nova "flor mato" que nasce em meio à grama e de tão pequena e bela dá pena de cortar.... um novo gatinho passeador no muro, borboletas coloridas, pássaros e seus ninhos...
Enfim... em meio aos arbustos existe tanta vida e me transporto na minha imaginação, imaginando como seria ser pequenina e adentrar todos estes cantinhos impossíveis para alguém do meu tamanho!?... :)
O ser humano se diz senhor da natureza, mas conhece suas leis? Sabe adaptá-las de forma a suprir suas necessidades e ao mesmo tempo preservar? Pensemos: se podemos conceituar sabedoria como a busca pela perfeição, conhecimento, equilíbrio e harmonia, e se a vida plena condiz com o respeito a si mesmo e ao todo, estaremos no caminho certo? Enquanto assumimos uma posição sobre o assunto, a natureza segue seu rumo, movimenta-se, transforma-se e pode por vezes assustar respondendo à má interferência humana... 
Para reflexão final deixo um pensamento que é atribuído a Albert Einstein: 
"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior".

sábado, 10 de outubro de 2015

Eu acredito em fadas....


Você acredita em fadas?
Eu acredito!
Há quem diga que as fadas representam uma conexão do imaginário com a realidade... Também há quem afirme que cada vez que uma criança desacredita na magia, uma fada morre...
Não sei, mas eu vejo fadas toda vez que repouso meus olhos sobre a natureza... elas passam, elas voam e contam histórias...elas são, talvez, memórias... sei lá... mas elas existem... basta querer acreditar e se deixar levar pela brisa do bater de suas asas nas manhãs ensolaradas ou nas primaveras coloridas... No outono podemos ver fadas nas gotículas orvalhadas e no inverno, elas são nuvens... E no verão.... ah, no verão... elas são aqueles pontinhos luminosos que a gente vê cada vez que sonha...

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Por um mundo mais azul...


Tempos difíceis estes... Falando em termos de Brasil, este país tão lindo, tão rico de natureza, com paisagens deslumbrantes e um povo acolhedor! Acolhedor, mas ainda dormente em seus direitos e obrigações enquanto cidadãos do mundo. Sim, do mundo, porque é isto que todos somos! Não é privilégio algum ocupar uma posição de igualdade em relação aos requisitos humanos básicos de existência. Aqueles itens que a gente fala e ouve falar todos os dias: educação, saúde, segurança, dignidade, igualdade, honestidade e por aí vai, que a lista é mais extensa do que me proponho a citar. 
Aqui do meu mundinho de aprendiz de ser pensante, vejo pequenos detalhes passarem despercebidos ou sem a justa relevância que deveriam ter, situações do dia a dia mesmo, que se repetem e poucos se dispõe a mudar. Por exemplo, quando não reivindicamos nossos direitos de consumidores, o que engloba não apenas qualidade, preço e informação do que adquirimos, mas cortesia no atendimento, colaboramos para a deformação da sociedade. Sem citar nomes, até porque eu teria uma lista extensa de casos assim, mas exemplificando, onde está o respeito das redes de supermercados que colocam à venda produtos com prazos vencidos ou próximos do vencimento? E aí ainda argumentam que colocam estes produtos com preços mais baixos, "favorecendo" o consumidor e evitando o desperdício! Bom, se o produto ficou nas prateleiras até beirar o vencimento, provavelmente estava caro demais porque os administradores ou não tem competência ou esperavam ter uma margem de lucro muito acima do suficiente... O único desperdício que deveria ser evitado aí é o que aconteceu antes, ou seja, a péssima administração dos estoques e preços. Nem vou comentar sobre a ineficiência do treinamento (quando dado) aos funcionários. Aqui perto da minha casa tem um grande mercado onde não é possível falar com o gerente e sei do que estou falando porque aconteceu comigo. O gerente simplesmente não atende os clientes. Acho que ele tem coisas "mais importantes" para fazer...
Nem vou falar das extensas filas e poucos caixas atendendo.... e as pessoas na fila não reclamam... aceitam! Não é preciso falar alto ou usar de qualquer tipo de agressividade, mas é fundamental reivindicar o que é justo. O que acho é que as pessoas tem um grau de tolerância muito acima do limite máximo para estes fatos comuns na rotina de qualquer um de nós. Daí a aceitar de cabeça baixa aumento de impostos e mal uso dos mesmos não vai muita diferença. Viajando pelo estado do Rio Grande do Sul, o que vejo são obras infinitas, buracos seculares, péssima ou nenhuma conservação das rodovias, incompetência e nenhuma capacidade administrativa. Junte à isto uma mídia que não informa os fatos com a veracidade devida, que deforma as notícias de forma partidária, que não exerce seu papel de questionar devidamente, com seriedade e neutralidade. Por exemplo escutamos muito a notícia de que um determinado juiz concedeu liberdade a um elemento que dias depois volta a cometer um delito. Nesta hora o que precisa ser feito é buscar o responsável pela soltura e cobrar uma explicação. Não apenas explicação, mas solução, leis de verdade, capazes de punir com severidade e proteger a sociedade. Sem essa de "brechas" que servem de argumento para a impunidade dos ditos "espertos". Crime é crime, e punidos devem ser todos que o cometem, dada as devidas proporções, independente de quem seja, qual posição ocupe, que idade tenha. Eu não defendo infratores, sejam menores ou maiores. Eu não sou solidária com a violência e a única forma que vejo de acabar com ela é através da punição. E que esta seja justa, ponderada, mas real. Não se trata de contrariar os direitos humanos, mas de aplicá-los em prol do fortalecimento da sociedade. Sociedade esta formada por pessoas de bem, capazes de construir um futuro melhor, em prol do bem comum.
E a sociedade precisa cumprir seu papel de agente transformador, educar-se também. Não adianta exigir direitos enquanto não abolirmos maus hábitos: vagas para idosos e deficientes físicos não estão disponíveis para apressados e mal educados; jogar lixo na rua já não é apenas demonstração de falta de educação, mas de vergonha mesmo; motoristas estressados são tão perigosos quanto motoristas embriagados; Enfim, qualquer atitude de opressão ou falta de respeito precisa ser revista, repensada e anulada da nossa extensa lista de defeitos! O mundo só será mais azul, mais digno, quando todos nós, seres humanos e pensantes, que o habitamos nos reeducarmos para exercer nossas obrigações e direitos. Mas isto de forma ética, moral, civilizada, isenta de egoísmos e egos exacerbados, que não servem para nada. Ou melhor, contribuem apenas para a manutenção do caos que aí está. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A natureza revela Deus!




           


"...E Deus criou os pássaros, deliciosos brinquedos de asas. Símbolos da liberdade, eles voam. Símbolos da beleza, eles são de muitas cores e muitos cantos. Símbolos da paz de espírito, eles não têm ansiedades. Jesus até disse que deveríamos ser como eles...

O que Deus fez foi colocar um pedacinho Dele mesmo em cada coisa que criou. Deus se pôs nas flores, no arco-íris, nas nuvens, nos regatos, nos peixes, nas árvores, nas frutas, no vento, nos perfumes, nos insetos, nas estrelas..."

(Correio Popular)
 
A natureza revela Deus! 
Quando abrimos os olhos pela manhã, normalmente com a mente já povoada por tantos compromissos e afazeres, nem sempre nos permitimos dar uma olhadinha em volta. Experimente fazer isso: Abrir os olhos e sentir a vida que há dentro de vc, a possibilidade de mais um dia... abra a janela e respire, olhe para o céu, ouça o cantar dos pássaros... saia na rua, atento aos pequenos detalhes da natureza: uma flor que nasce em meio a hera, um gatinho que se enrosca ao Sol, uma criança que brinca, uma pequena formiga que carrega uma folha 2 vezes maior que ela... aprecie o movimento de tudo quanto for capaz!... permita-se sentir o calor que emana do Sol ou aventure-se qual criança debaixo da chuva... sinta o vento, seja ele brisa ou ventania... observe o movimento e o formato das nuvens e não se esqueça de admirar as estrelas e a lua... pense nos seus amigos e tb naqueles que talvez não lhe sejam tão afetos e faça uma rápida reflexão sobre o que aprendeu com eles... faça uma oração, não para pedir solução de problemas, mas forças e discernimento para enfrentá-los...
Deus está nas obras grandiosas e nos detalhes, Ele está dentro de cada um de nós... está no mineral, no vegetal, no animal... Deus é a harmonia natural que habita e equilibra o universo, este mesmo universo no qual a humanidade é poeira.

sábado, 12 de setembro de 2015

Entre gerações

Recentemente tenho ouvido falar muito de histórias de gerações, aquela coisa sobre quem viveu os anos 60, 70 e 80 (principalmente) e de quem nasceu outro dia (a dita geração WhatsApp) :).
Parece haver uma espécie de "disputa", onde a tecnologia é "acusada" de promover a solidão, fazendo com que as pessoas sejam prisioneiras de seu próprio mundo... mundo este criado diante das ferramentas que nos inserem em um universo globalizado, gigante e infinito nas possibilidades...
Bem, meio contraditório isso, não é mesmo? Eu vivi as peripécias de uma juventude sem acesso ao mundo digital e posso afirmar (por mim mesma apenas) que a minha vida era plena e bem feliz. Por outro lado não compartilho a ideia de que o acesso a este universo digital seja uma aventura solitária.
Tudo é uma questão de perspectiva e muitas análises podem ser feitas, porém não podemos mensurar uma conclusão única, do tipo que mapeia como bom ou mau um estilo de viver. São apenas diferentes, mas sem sombra de dúvida, acho que é um diferencial bacana pertencer ao grupo do meio. Explico: ter nascido antes e vivenciado toda esta evolução tecnológica é uma aventura singular e fascinante! Hoje me delicio com os recursos que me permitem ver e falar com pessoas que me são caras e que estão em "tão tão distante"! :) Utilizo estes mesmos recursos para me manter informada e atualizada sobre assuntos do meu interesse, estudo sem precisar sair de casa e este próprio blog é uma ferramenta possível somente porque a tecnologia evoluiu! As mudanças não param, acontecem todo dia, toda hora e não há limites para a imaginação sobre o que poderemos fazer em um futuro próximo. Mas (porque é preciso sempre haver um "mas"), nenhum destes recursos supera a intensidade da interação humana anterior, quando a gente se reunia mais (digo, presencialmente mesmo), experimentava mais o mundo real, com todos os seus perigos e delícias! Eu disse "não supera", porém facilita a vida de uma forma que se torna impensável viver sem estes recursos daqui pra frente. O que eu entendo como perigo na tecnologia é somente a forma como a utilizamos, a ausência de limites que pode levar sim ao isolamento e a uma deficiência emocional um tanto quanto assustadora. Redes sociais são um exemplo deste mal uso. Não digo isto de forma generalizada, claro. Tão pouco estou aqui tentando criticar ou rotular os usuários das redes sociais como imaturos ou qualquer outro adjetivo depreciativo deste tipo. Somente compartilho um pensamento, Antes, o marketing pessoal era baseado em ações sólidas, em atitudes e comportamento. Hoje, este mesmo marketing se propaga tendo como base o ego e por que não dizer, a imaginação fértil e individual!? Portanto, parafraseando um conhecimento antigo, vamos dar os méritos e desméritos a quem tem, de forma seletiva e peculiar. Porque, ainda bem, que existem as diferenças e nos cabe reconhecê-las e interagir com o que nos acrescenta enquanto seres humanos, porque a humanidade é um valor que não pode ser perdido, não pode tornar-se obsoleto. A humanidade é a meta, embora não seja o fim.