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Este espaço foi criado com um objetivo simples: servir ao "mundo das ideias", com todas as suas variações, cores e nuances. Reflexivamente e descontraidamente quero escrever sobre o mundo, sob a minha ótica pessoal. Convido você a viajar comigo através das letras e paisagens, contribuindo com a sua visão dos fatos, de forma que nossos horizontes possam ser ampliados. Viver é interagir e aprender. Cada um tem seu universo pessoal e na bagagem, eu sei, muita história pra contar. Bem vindos todos!
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Revelações da Natureza
Detalhes da Natureza...
Você é capaz de percebê-los... assim, tão pequenos em sua grandiosidade?...
Um simples olhar mais atento e tudo que está à nossa volta pode assumir uma nova conotação, um novo significado... como percebemos o universo vibrante ao nosso redor? Será que percebemos!?...
Gosto de acordar e antes de iniciar qualquer tarefa, passear no meu quintal, que chamo de meu pequeno mundo. Há tantas coisas para ver e tudo muda o tempo todo... um novo cogumelo que surge após dias de chuva, uma nova "flor mato" que nasce em meio à grama e de tão pequena e bela dá pena de cortar.... um novo gatinho passeador no muro, borboletas coloridas, pássaros e seus ninhos...
Enfim... em meio aos arbustos existe tanta vida e me transporto na minha imaginação, imaginando como seria ser pequenina e adentrar todos estes cantinhos impossíveis para alguém do meu tamanho!?... :)
O ser humano se diz senhor da natureza, mas conhece suas leis? Sabe adaptá-las de forma a suprir suas necessidades e ao mesmo tempo preservar? Pensemos: se podemos conceituar sabedoria como a busca pela perfeição, conhecimento, equilíbrio e harmonia, e se a vida plena condiz com o respeito a si mesmo e ao todo, estaremos no caminho certo? Enquanto assumimos uma posição sobre o assunto, a natureza segue seu rumo, movimenta-se, transforma-se e pode por vezes assustar respondendo à má interferência humana...
Para reflexão final deixo um pensamento que é atribuído a Albert Einstein:
"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior".
sábado, 10 de outubro de 2015
Eu acredito em fadas....
Você acredita em fadas?
Eu acredito!
Há quem diga que as fadas representam uma conexão do imaginário com a realidade... Também há quem afirme que cada vez que uma criança desacredita na magia, uma fada morre...
Não sei, mas eu vejo fadas toda vez que repouso meus olhos sobre a natureza... elas passam, elas voam e contam histórias...elas são, talvez, memórias... sei lá... mas elas existem... basta querer acreditar e se deixar levar pela brisa do bater de suas asas nas manhãs ensolaradas ou nas primaveras coloridas... No outono podemos ver fadas nas gotículas orvalhadas e no inverno, elas são nuvens... E no verão.... ah, no verão... elas são aqueles pontinhos luminosos que a gente vê cada vez que sonha...
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Por um mundo mais azul...
Tempos difíceis estes... Falando em termos de Brasil, este país tão lindo, tão rico de natureza, com paisagens deslumbrantes e um povo acolhedor! Acolhedor, mas ainda dormente em seus direitos e obrigações enquanto cidadãos do mundo. Sim, do mundo, porque é isto que todos somos! Não é privilégio algum ocupar uma posição de igualdade em relação aos requisitos humanos básicos de existência. Aqueles itens que a gente fala e ouve falar todos os dias: educação, saúde, segurança, dignidade, igualdade, honestidade e por aí vai, que a lista é mais extensa do que me proponho a citar.
Aqui do meu mundinho de aprendiz de ser pensante, vejo pequenos detalhes passarem despercebidos ou sem a justa relevância que deveriam ter, situações do dia a dia mesmo, que se repetem e poucos se dispõe a mudar. Por exemplo, quando não reivindicamos nossos direitos de consumidores, o que engloba não apenas qualidade, preço e informação do que adquirimos, mas cortesia no atendimento, colaboramos para a deformação da sociedade. Sem citar nomes, até porque eu teria uma lista extensa de casos assim, mas exemplificando, onde está o respeito das redes de supermercados que colocam à venda produtos com prazos vencidos ou próximos do vencimento? E aí ainda argumentam que colocam estes produtos com preços mais baixos, "favorecendo" o consumidor e evitando o desperdício! Bom, se o produto ficou nas prateleiras até beirar o vencimento, provavelmente estava caro demais porque os administradores ou não tem competência ou esperavam ter uma margem de lucro muito acima do suficiente... O único desperdício que deveria ser evitado aí é o que aconteceu antes, ou seja, a péssima administração dos estoques e preços. Nem vou comentar sobre a ineficiência do treinamento (quando dado) aos funcionários. Aqui perto da minha casa tem um grande mercado onde não é possível falar com o gerente e sei do que estou falando porque aconteceu comigo. O gerente simplesmente não atende os clientes. Acho que ele tem coisas "mais importantes" para fazer...
Nem vou falar das extensas filas e poucos caixas atendendo.... e as pessoas na fila não reclamam... aceitam! Não é preciso falar alto ou usar de qualquer tipo de agressividade, mas é fundamental reivindicar o que é justo. O que acho é que as pessoas tem um grau de tolerância muito acima do limite máximo para estes fatos comuns na rotina de qualquer um de nós. Daí a aceitar de cabeça baixa aumento de impostos e mal uso dos mesmos não vai muita diferença. Viajando pelo estado do Rio Grande do Sul, o que vejo são obras infinitas, buracos seculares, péssima ou nenhuma conservação das rodovias, incompetência e nenhuma capacidade administrativa. Junte à isto uma mídia que não informa os fatos com a veracidade devida, que deforma as notícias de forma partidária, que não exerce seu papel de questionar devidamente, com seriedade e neutralidade. Por exemplo escutamos muito a notícia de que um determinado juiz concedeu liberdade a um elemento que dias depois volta a cometer um delito. Nesta hora o que precisa ser feito é buscar o responsável pela soltura e cobrar uma explicação. Não apenas explicação, mas solução, leis de verdade, capazes de punir com severidade e proteger a sociedade. Sem essa de "brechas" que servem de argumento para a impunidade dos ditos "espertos". Crime é crime, e punidos devem ser todos que o cometem, dada as devidas proporções, independente de quem seja, qual posição ocupe, que idade tenha. Eu não defendo infratores, sejam menores ou maiores. Eu não sou solidária com a violência e a única forma que vejo de acabar com ela é através da punição. E que esta seja justa, ponderada, mas real. Não se trata de contrariar os direitos humanos, mas de aplicá-los em prol do fortalecimento da sociedade. Sociedade esta formada por pessoas de bem, capazes de construir um futuro melhor, em prol do bem comum.
E a sociedade precisa cumprir seu papel de agente transformador, educar-se também. Não adianta exigir direitos enquanto não abolirmos maus hábitos: vagas para idosos e deficientes físicos não estão disponíveis para apressados e mal educados; jogar lixo na rua já não é apenas demonstração de falta de educação, mas de vergonha mesmo; motoristas estressados são tão perigosos quanto motoristas embriagados; Enfim, qualquer atitude de opressão ou falta de respeito precisa ser revista, repensada e anulada da nossa extensa lista de defeitos! O mundo só será mais azul, mais digno, quando todos nós, seres humanos e pensantes, que o habitamos nos reeducarmos para exercer nossas obrigações e direitos. Mas isto de forma ética, moral, civilizada, isenta de egoísmos e egos exacerbados, que não servem para nada. Ou melhor, contribuem apenas para a manutenção do caos que aí está.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
A natureza revela Deus!
"...E
Deus criou os pássaros, deliciosos brinquedos de asas. Símbolos da
liberdade, eles voam. Símbolos da beleza, eles são de muitas cores e
muitos cantos. Símbolos da paz de espírito, eles não têm ansiedades.
Jesus até disse que deveríamos ser como eles...
O que Deus fez foi colocar um pedacinho Dele mesmo em cada coisa que criou. Deus se pôs nas flores, no arco-íris, nas nuvens, nos regatos, nos peixes, nas árvores, nas frutas, no vento, nos perfumes, nos insetos, nas estrelas..."
(Correio Popular)
O que Deus fez foi colocar um pedacinho Dele mesmo em cada coisa que criou. Deus se pôs nas flores, no arco-íris, nas nuvens, nos regatos, nos peixes, nas árvores, nas frutas, no vento, nos perfumes, nos insetos, nas estrelas..."
(Correio Popular)
A natureza revela Deus!
Quando
abrimos os olhos pela manhã, normalmente com a mente já povoada por
tantos compromissos e afazeres, nem sempre nos permitimos dar uma
olhadinha em volta. Experimente fazer isso: Abrir os olhos e sentir a
vida que há dentro de vc, a possibilidade de mais um dia... abra a
janela e respire, olhe para o céu, ouça o cantar dos pássaros... saia na
rua, atento aos pequenos detalhes da natureza: uma flor que nasce em meio
a hera, um gatinho que se enrosca ao Sol, uma criança que brinca, uma
pequena formiga que carrega uma folha 2 vezes maior que ela... aprecie o
movimento de tudo quanto for capaz!... permita-se sentir o calor que
emana do Sol ou aventure-se qual criança debaixo da chuva... sinta o
vento, seja ele brisa ou ventania... observe o movimento e o formato das
nuvens e não se esqueça de admirar as estrelas e a lua... pense nos
seus amigos e tb naqueles que talvez não lhe sejam tão afetos e faça uma
rápida reflexão sobre o que aprendeu com eles... faça uma oração, não
para pedir solução de problemas, mas forças e discernimento para
enfrentá-los...
Deus está nas obras grandiosas e nos detalhes, Ele está dentro de cada um de nós... está no mineral, no vegetal, no animal... Deus é a harmonia natural que habita e equilibra o universo, este mesmo universo no qual a humanidade é poeira.
Deus está nas obras grandiosas e nos detalhes, Ele está dentro de cada um de nós... está no mineral, no vegetal, no animal... Deus é a harmonia natural que habita e equilibra o universo, este mesmo universo no qual a humanidade é poeira.
sábado, 12 de setembro de 2015
Entre gerações
Recentemente tenho ouvido falar muito de histórias de gerações, aquela coisa sobre quem viveu os anos 60, 70 e 80 (principalmente) e de quem nasceu outro dia (a dita geração WhatsApp) :).
Parece haver uma espécie de "disputa", onde a tecnologia é "acusada" de promover a solidão, fazendo com que as pessoas sejam prisioneiras de seu próprio mundo... mundo este criado diante das ferramentas que nos inserem em um universo globalizado, gigante e infinito nas possibilidades...
Bem, meio contraditório isso, não é mesmo? Eu vivi as peripécias de uma juventude sem acesso ao mundo digital e posso afirmar (por mim mesma apenas) que a minha vida era plena e bem feliz. Por outro lado não compartilho a ideia de que o acesso a este universo digital seja uma aventura solitária.
Tudo é uma questão de perspectiva e muitas análises podem ser feitas, porém não podemos mensurar uma conclusão única, do tipo que mapeia como bom ou mau um estilo de viver. São apenas diferentes, mas sem sombra de dúvida, acho que é um diferencial bacana pertencer ao grupo do meio. Explico: ter nascido antes e vivenciado toda esta evolução tecnológica é uma aventura singular e fascinante! Hoje me delicio com os recursos que me permitem ver e falar com pessoas que me são caras e que estão em "tão tão distante"! :) Utilizo estes mesmos recursos para me manter informada e atualizada sobre assuntos do meu interesse, estudo sem precisar sair de casa e este próprio blog é uma ferramenta possível somente porque a tecnologia evoluiu! As mudanças não param, acontecem todo dia, toda hora e não há limites para a imaginação sobre o que poderemos fazer em um futuro próximo. Mas (porque é preciso sempre haver um "mas"), nenhum destes recursos supera a intensidade da interação humana anterior, quando a gente se reunia mais (digo, presencialmente mesmo), experimentava mais o mundo real, com todos os seus perigos e delícias! Eu disse "não supera", porém facilita a vida de uma forma que se torna impensável viver sem estes recursos daqui pra frente. O que eu entendo como perigo na tecnologia é somente a forma como a utilizamos, a ausência de limites que pode levar sim ao isolamento e a uma deficiência emocional um tanto quanto assustadora. Redes sociais são um exemplo deste mal uso. Não digo isto de forma generalizada, claro. Tão pouco estou aqui tentando criticar ou rotular os usuários das redes sociais como imaturos ou qualquer outro adjetivo depreciativo deste tipo. Somente compartilho um pensamento, Antes, o marketing pessoal era baseado em ações sólidas, em atitudes e comportamento. Hoje, este mesmo marketing se propaga tendo como base o ego e por que não dizer, a imaginação fértil e individual!? Portanto, parafraseando um conhecimento antigo, vamos dar os méritos e desméritos a quem tem, de forma seletiva e peculiar. Porque, ainda bem, que existem as diferenças e nos cabe reconhecê-las e interagir com o que nos acrescenta enquanto seres humanos, porque a humanidade é um valor que não pode ser perdido, não pode tornar-se obsoleto. A humanidade é a meta, embora não seja o fim.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Da imprevisibilidade de viver...
... Havia premeditado tudo... arrumaria a casa, deixaria a geladeira abastecida e alguns livros para o próximo final de semana já separados para ler na varanda. Assim deixou a casa da praia e voltou à cidade para a rotina semanal. Tudo certo, tudo pensado e programado com perfeita exatidão!
Mas... de repente uma dor súbita, a corrida para o hospital e o início de uma bateria de exames e consultas e em seguida a internação! Seis meses depois o óbito. Não voltou à casa da praia!
Aos familiares condoídos pela perda e saudade cabe os trâmites mais urgentes e em seguida decidir o que fazer com os pertences e bens... missão difícil, porém necessária e durante a qual se revelam tantos detalhes de uma vida, que mesmo sendo partilhada, guarda surpresas sobre as emoções, ideias, sentimentos, pensamentos de quem já não está fisicamente presente!...
Esta é uma história comum e como a maioria das coisas comuns revela valores que normalmente ignoramos diante da complexidade de tarefas e rotinas às quais nos dedicamos e que consideramos de extrema prioridade. Sabemos da imprevisibilidade da existência, tememos muitas vezes o momento de partir ou ver partir... mas ignoramos o momento presente e suas possibilidades... deixamos pra depois o abraço, a conversa, o encontro... porque "é preciso" priorizar o que representa nossas "máximas" necessidades!... Só esquecemos que a maioria destas necessidades máximas e tão urgentes tornam-se em sua maioria detalhes sem importância, diante da perda de um ente querido. A maioria destas necessidades não são capazes de nos consolar ou suprir a falta que passamos a sentir... Mas a vida continua e acabamos "devolvidos" a nossa rotina. Durante um determinado tempo nos perguntaremos o que realmente é importante!? Mas em pouco tempo somos envolvidos pelas velhas ou novas prioridades até que um fato semelhante nos chame novamente a repensar valores... Claro que não podemos deixar de lutar por nossos sonhos, trabalhar, estudar e dedicar nossos esforços na construção de nossos ideais. Claro que isto demanda tempo, entrega, escolhas, organização, opções nem sempre cômodas e condizentes com nossa vontade momentânea. Mas deveria ser claro também que a felicidade implica em aprender a conciliar e equilibrar prioridades.
Vivemos planejando como se o nosso tempo fosse infinito ou passível de previsibilidade, quando na verdade, não sabemos! E esta deveria ser a premissa básica de nossas relações.
Partilhar sorrisos, atenção e carinho com quem amamos não é desperdício de tempo, nem tão pouco pode ser adiado constantemente, como se o amanhã fosse consequência certa da existência. Da mesma forma, nada nesta vida deveria ser motivo para nos obrigar a conviver com aqueles que nos fazem mal, que não nos acrescentam em termos de uma convivência verdadeira, leal, pautada em confiança, respeito e alegria. Mas como tudo é aprendizado, que possamos ser equilibrados, priorizar os laços verdadeiros e não permitir que as pessoas que amamos saiam de nossas vidas, deixando um rastro de vazio e a sensação que não tivemos tempo de compartilhar todo amor que nos cabe.
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