segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A natureza revela Deus!




           


"...E Deus criou os pássaros, deliciosos brinquedos de asas. Símbolos da liberdade, eles voam. Símbolos da beleza, eles são de muitas cores e muitos cantos. Símbolos da paz de espírito, eles não têm ansiedades. Jesus até disse que deveríamos ser como eles...

O que Deus fez foi colocar um pedacinho Dele mesmo em cada coisa que criou. Deus se pôs nas flores, no arco-íris, nas nuvens, nos regatos, nos peixes, nas árvores, nas frutas, no vento, nos perfumes, nos insetos, nas estrelas..."

(Correio Popular)
 
A natureza revela Deus! 
Quando abrimos os olhos pela manhã, normalmente com a mente já povoada por tantos compromissos e afazeres, nem sempre nos permitimos dar uma olhadinha em volta. Experimente fazer isso: Abrir os olhos e sentir a vida que há dentro de vc, a possibilidade de mais um dia... abra a janela e respire, olhe para o céu, ouça o cantar dos pássaros... saia na rua, atento aos pequenos detalhes da natureza: uma flor que nasce em meio a hera, um gatinho que se enrosca ao Sol, uma criança que brinca, uma pequena formiga que carrega uma folha 2 vezes maior que ela... aprecie o movimento de tudo quanto for capaz!... permita-se sentir o calor que emana do Sol ou aventure-se qual criança debaixo da chuva... sinta o vento, seja ele brisa ou ventania... observe o movimento e o formato das nuvens e não se esqueça de admirar as estrelas e a lua... pense nos seus amigos e tb naqueles que talvez não lhe sejam tão afetos e faça uma rápida reflexão sobre o que aprendeu com eles... faça uma oração, não para pedir solução de problemas, mas forças e discernimento para enfrentá-los...
Deus está nas obras grandiosas e nos detalhes, Ele está dentro de cada um de nós... está no mineral, no vegetal, no animal... Deus é a harmonia natural que habita e equilibra o universo, este mesmo universo no qual a humanidade é poeira.

sábado, 12 de setembro de 2015

Entre gerações

Recentemente tenho ouvido falar muito de histórias de gerações, aquela coisa sobre quem viveu os anos 60, 70 e 80 (principalmente) e de quem nasceu outro dia (a dita geração WhatsApp) :).
Parece haver uma espécie de "disputa", onde a tecnologia é "acusada" de promover a solidão, fazendo com que as pessoas sejam prisioneiras de seu próprio mundo... mundo este criado diante das ferramentas que nos inserem em um universo globalizado, gigante e infinito nas possibilidades...
Bem, meio contraditório isso, não é mesmo? Eu vivi as peripécias de uma juventude sem acesso ao mundo digital e posso afirmar (por mim mesma apenas) que a minha vida era plena e bem feliz. Por outro lado não compartilho a ideia de que o acesso a este universo digital seja uma aventura solitária.
Tudo é uma questão de perspectiva e muitas análises podem ser feitas, porém não podemos mensurar uma conclusão única, do tipo que mapeia como bom ou mau um estilo de viver. São apenas diferentes, mas sem sombra de dúvida, acho que é um diferencial bacana pertencer ao grupo do meio. Explico: ter nascido antes e vivenciado toda esta evolução tecnológica é uma aventura singular e fascinante! Hoje me delicio com os recursos que me permitem ver e falar com pessoas que me são caras e que estão em "tão tão distante"! :) Utilizo estes mesmos recursos para me manter informada e atualizada sobre assuntos do meu interesse, estudo sem precisar sair de casa e este próprio blog é uma ferramenta possível somente porque a tecnologia evoluiu! As mudanças não param, acontecem todo dia, toda hora e não há limites para a imaginação sobre o que poderemos fazer em um futuro próximo. Mas (porque é preciso sempre haver um "mas"), nenhum destes recursos supera a intensidade da interação humana anterior, quando a gente se reunia mais (digo, presencialmente mesmo), experimentava mais o mundo real, com todos os seus perigos e delícias! Eu disse "não supera", porém facilita a vida de uma forma que se torna impensável viver sem estes recursos daqui pra frente. O que eu entendo como perigo na tecnologia é somente a forma como a utilizamos, a ausência de limites que pode levar sim ao isolamento e a uma deficiência emocional um tanto quanto assustadora. Redes sociais são um exemplo deste mal uso. Não digo isto de forma generalizada, claro. Tão pouco estou aqui tentando criticar ou rotular os usuários das redes sociais como imaturos ou qualquer outro adjetivo depreciativo deste tipo. Somente compartilho um pensamento, Antes, o marketing pessoal era baseado em ações sólidas, em atitudes e comportamento. Hoje, este mesmo marketing se propaga tendo como base o ego e por que não dizer, a imaginação fértil e individual!? Portanto, parafraseando um conhecimento antigo, vamos dar os méritos e desméritos a quem tem, de forma seletiva e peculiar. Porque, ainda bem, que existem as diferenças e nos cabe reconhecê-las e interagir com o que nos acrescenta enquanto seres humanos, porque a humanidade é um valor que não pode ser perdido, não pode tornar-se obsoleto. A humanidade é a meta, embora não seja o fim.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Da imprevisibilidade de viver...

... Havia premeditado tudo... arrumaria a casa, deixaria a geladeira abastecida e alguns livros para o próximo final de semana já separados para ler na varanda. Assim deixou a casa da praia e voltou à cidade para a rotina semanal. Tudo certo, tudo pensado e programado com perfeita exatidão!
Mas... de repente uma dor súbita, a corrida para o hospital e o início de uma bateria de exames e consultas e em seguida a internação! Seis meses depois o óbito. Não voltou à casa da praia!
Aos familiares condoídos pela perda e saudade cabe os trâmites mais urgentes e em seguida decidir o que fazer com os pertences e bens... missão difícil, porém necessária e durante a qual se revelam tantos detalhes de uma vida, que mesmo sendo partilhada, guarda surpresas sobre as emoções, ideias, sentimentos, pensamentos de quem já não está fisicamente presente!...  
Esta é uma história comum e como a maioria das coisas comuns revela valores que normalmente ignoramos diante da complexidade de tarefas e rotinas às quais nos dedicamos e que consideramos de extrema prioridade. Sabemos da imprevisibilidade da existência, tememos muitas vezes o momento de partir ou ver partir... mas ignoramos o momento presente e suas possibilidades... deixamos pra depois o abraço, a conversa, o encontro... porque "é preciso" priorizar o que representa nossas "máximas" necessidades!... Só esquecemos que a maioria destas necessidades máximas e tão urgentes tornam-se em sua maioria detalhes sem importância, diante da perda de um ente querido. A maioria destas necessidades não são capazes de nos consolar ou suprir a falta que passamos a sentir... Mas a vida continua e acabamos "devolvidos" a nossa rotina. Durante um determinado tempo nos perguntaremos o que realmente é importante!? Mas em pouco tempo somos envolvidos pelas velhas ou novas prioridades até que um fato semelhante nos chame novamente a repensar valores... Claro que não podemos deixar de lutar por nossos sonhos, trabalhar, estudar e dedicar nossos esforços na construção de nossos ideais. Claro que isto demanda tempo, entrega, escolhas, organização, opções nem sempre cômodas e condizentes com nossa vontade momentânea. Mas deveria ser claro também que a felicidade implica em aprender a conciliar e equilibrar prioridades.
Vivemos  planejando como se o nosso tempo fosse infinito ou passível de previsibilidade, quando na verdade, não sabemos! E esta deveria ser a premissa básica de nossas relações. 
Partilhar  sorrisos, atenção e carinho com quem amamos não é desperdício de tempo, nem tão pouco pode ser adiado constantemente, como se o amanhã fosse consequência certa da existência. Da mesma forma, nada nesta vida deveria ser motivo para nos obrigar a conviver com aqueles que nos fazem mal,  que não nos acrescentam em termos de uma convivência verdadeira, leal, pautada em confiança, respeito e alegria. Mas como tudo é aprendizado, que possamos ser equilibrados, priorizar os laços verdadeiros e não permitir que as pessoas que amamos saiam de nossas vidas, deixando um rastro de vazio e a sensação que não tivemos tempo de compartilhar todo amor que nos cabe. 
 
 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

As(os) Viúvas(os) do Orkut

Outro dia ouvi esse termo de alguém bem próximo a mim: "... as viúvas do Orkut...". Confesso que achei a referência engraçada, mas depois pensando... Bem, o termo refere-se às pessoas que saudosistas do antigo site, revivem vez em quando suas experiências e gostariam que o mesmo não se houvesse extinto. Me encaixo então como "viúva do Orkut" :).
Explico que não é minha intenção desmerecer o Facebook, aliás tenho lá o meu perfil e reconheço algumas vantagens, mas que nem de longe atingem o encanto das velhas comunidades e seus debates!... Esta é um visão pessoal, é claro. Como toda boa "viúva", vez por outra remexo memórias e acabei por descobrir que é possível encontrar arquivos das postagens e tópicos do "falecido" no Google e a saudade ficou ainda mais forte! Não vejo como interagir desta forma no face, mesmo nos grupos, pois a dinâmica é bem diferente, mas há quem consiga, eu suponho. As velhas comunidades tinham sua magia de interação toda própria e voltada para quem aprecia (como eu) a troca de ideias (principalmente as diferentes), com o objetivo de argumentar e refletir sobre os mais variados temas, buscando firmar ou reformular o pensamento. Existe por aí uma tentativa de "reanimar o morto", basta procurar e será possível encontrar esta nova versão (com design semelhante ao original) inclusive no nome: Orkuti! Não objetivo aqui fazer divulgação, mas criei um perfil lá e acesso eventualmente para dar uma conferida, porém a distância entre o antigo e o novo é muito grande. À começar que me parece mais um site que as pessoas tentam usar para alimentar egos e/ou fugir da famosa solidão existencial, o que também me lembra o face. Talvez isto ocorra porque as viúvas e viúvos dos grandes debates ainda não tenham descoberto a possibilidade de retornar a magia ou talvez e mais provável, porque a vida é dinâmica e tudo muda, tudo tem a sua época e circunstância próprias. Enfim, este me parece, será um "luto eterno" ou quem sabe mais à frente, alguém idealize alguma outra forma de interação virtual onde o valor esteja na força das ideias e no encontro/reencontro de interesses menos focados no "eu sou" e mais  no "eu ainda preciso aprender, para um dia ser". Como eu gostava de encerrar algumas de minhas postagens no Orkut: É mais ou menos por aí... Fraterno Abraço!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Momentos Insanos

 
São noites, são flores, são dias...
São sonhos, são medos, erros e acertos...
Parte da minha insanidade,

Fruto da provável utopia...

Ser eu não é assim tão fácil,
Nem fácil é deixar de ser...
Existem velas ao vento,
pequenas chamas ardendo ao relento,
que não se apagam!...

Existem velhas pendências,
algumas supostas urgências
que no tempo se perderam...
Mas entre brumas e atritos,
voltas e estradas,
tempo e afagos,
ainda se agitam...

Quem sabe no meu conceito de infinito,
o tempo nunca se acabe!?...
Apenas se perca por instantes de anos,
talvez séculos... quem sabe!?

E num poema inacabado,
quem sabe eu retorne, um dia...
Talvez, quem sabe...


(Beth - em 19/09/2010)

domingo, 19 de julho de 2015

Poesia vaga

Sou como nuvem...
Eu sou como nuvem passageira
flutuando nesse imenso céu azul...
Absorvendo o vento, rompendo o tempo e desabando por um instante...
recompondo-me no aconchego dos que amo...
Nunca desisto, porque existo e insisto!...
Me transmuto, me transformo... me espalho, me recolho...
renasço e morro... não, não sou normal!
mas sou do bem, não sou do mal...
sou eu apenas...

(Beth)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Criticar para crescer

Segundo o Dicionário Informal, "o termo "crítica" deriva do termo grego kritike, significando "a arte de discernir", ou seja, o fato de discernir o valor das pessoas ou das coisas. Análise sistemática das condições e consequências de um conceito; significa a teoria, a disciplina ou uma aproximação e uma tentativa de compreender os limites e a validade de um conceito."
A minha reflexão de hoje é justamente sobre a capacidade de criticar inerente ao ser humano. Eu, particularmente, tenho tendência ao questionamento. Os "por quês", "de onde", "pra onde", "como", "qual finalidade", são fundamentais em minha vida. Portanto, uma crítica nata. Não me refiro aqui a crítica que objetiva somente mensurar valores e posicionamentos, mas sim, a crítica que busca compreender da forma mais concreta possível os fatos. O abstrato combina bem com a ficção, a literatura, a poesia, enfim, o universo das ideias e emoções. Na prática, a realidade do que pretendemos ser ou fazer exige uma dinâmica mais aprimorada, à fim de que possamos de fato nos tornar indivíduos capazes de interagir e superar desafios. Criticar é preciso, é um exercício da mente na formação de nossos valores, na dificil tarefa de escolher nosso destino e nos posicionarmos diante da vida. Fazendo aqui uma breve analogia à Platão e seu clássico Mito da Caverna, somente quando abandonamos nossos medos e tendências comodistas, passando a desafiar o inusitado e a explorar o que existe além de nós, seremos talvez surpreendidos com a infinidade de possibilidades pelas quais passamos sem sequer cogitar que estavam lá. 

"O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê"
(Platão)